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26 janeiro 2009

MAQUETE DE CIDADE MEDIEVAL EM EXPOSIÇÃO NA BE/CRE

Construída por um grupo de quatro alunos do 10º ano de Línguas e Literaturas, no âmbito da disciplina de História, sob a orientação da professora Aurélia Cardoso, está em exposição na BE/CRE uma maquete de uma cidade medieval do século XIII.

11 dezembro 2008

SESSENTA ANOS DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM



A BE/CRE assinalou os sessenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos com uma palestra a cargo da professora Lia Ribeiro, do grupo de História, que, generosamente e com enorme competência e entusiasmo, se prontificou a dinamizar o evento. Estiveram presentes as duas turmas do 11º ano do Curso de Técnico de Turismo, para além de vários docentes.
Analisada a ficha de avaliação que os presentes foram convidados a preencher no final, verificou-se que o evento teve "nota" altamente positiva. A prolongada salva de palmas recebida no final pela profesora palestrante foi absolutamente eloquente.

Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789)

09 dezembro 2008

Dia 10 de Dezembro - Dia dos Direitos Humanos


CARTA A MEUS FILHOS SOBRE OS FUZILAMENTOS DE GOYA
Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem sequer seja isto
o que vos interessa para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
Amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente à secular justiça,
para que os liquidasse com suma piedade e sem efusão de sangue.
Por serem fiéis a um Deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou as suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes por serem de uma raça, outras
por serem de uma classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
o caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém,
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa – essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez
alguém está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga –
não hão-de ser em vão. Confesso que
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Será ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruiram, aquele gesto
de amor, que fariam “amanhã”.
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é só nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

Jorge de Sena – Metamorfoses, 1963

26 novembro 2008

DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA NA BE/CRE



DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA


"Escola de Atenas", de Rafael

Por iniciativa do grupo de docentes da disciplina de Filosofia, a escola comemorou, no passado dia 21 de Novembro, o Dia Mundial da Filosofia. A efeméride decorreu na biblioteca, por onde várias turmas do ensino secundário passaram ao longo do dia. A par da exposição do acervo bibliográfico da área da Filosofia, a que se acrescentaram obras do pensador português Eduardo Lourenço e de outros autores da Filosofia Portuguesa trazidos pelos próprios docentes da disciplina, estiveram patentes trabalhos elaborados pelos alunos dos 10º e 11º anos, versando, nomeadamente a "Filosofia no feminino" e os filósofos portugueses. Paralelamente, foi organizada uma pequena feira do livro temático. Houve ainda tempo para leituras comentadas de excertos de textos filosóficos e para visionar documentos em suporte digital incidentes em dois grandes domínios do pensamento filosófico: a ética e estética.

19 novembro 2008

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - 1ª FASE


CONCURSO NACIONAL DE LEITURA

1ª fase - Nível de escola

Data da prova: 7 de Janeiro de 2009, às 16h30m, na biblioteca.

3º CICLO - OBRAS A LER:

Clara Pinto Correia - Vitória, Vitória, Editora Dom Quixote

Sophia de Mello Breyner Andresen - O Cavaleiro da Dinamarca, Editora Figueirinhas

Micher Tournier - Sexta-feira ou a Vida Selvagem, Editorial Presença

Luís Sepúlveda - História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, Editorial Caminho

Candidatos já inscritos:

8º B

19789 – Adriana S. P. Gonçalves
19791 – Ana Carolina S. Varandas
19795 – Cátia Sofia T. Luís
19800 – Joana Rita C. Cardoso
10801 – João Pedro P. Mineiro
19803 – Jorge Francisco C. Heleno
19806 – Marlene D. Pratas

8º D

19232 – André Filipe B. Carvalho
19821 – Inês Alexandra F. Serra
19824 – Micaela M. Gaspar
19826 - Pedro Alagoa João
19813 - Pedro Miguel L. Rosa

8º E

19873 – Ana Sofia L. Leal
19870 – Diogo Alexandre L. Lucas
19774 – Fábio C. Sousa
20399 – Francisco Bernardo B. C. T. Monteiro

8º F

19777 – Maria C. Moreira
19859 – Rita S. Duarte
19782 – Svitlana Palona

9º D

19332 - Ricardo Veríssimo

Boas leituras!

03 outubro 2008

Comemorações da implantação da 1ª República

A nossa escola, por intermédio do grupo disciplinar dos professores de História, está a assinalar os 98 anos da implantação da 1ª República com uma mosta documental na biblioteca alusiva ao 5 de Outubro de 1910. A par da exposição, as turmas do 9º ano, cujo programa incide sobre a história do século XX, têm uma aula da bibloteca.

01 outubro 2008

Primeiro dia de aulas

No dia 12 de Setembro, primeiro dia de aulas, o Centro de Recursos / Biblioteca Escolar foi visitado pelos novos alunos da escola. Bem-vindos sejam!